quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Promessas Mundiais - Bruma

     
          Armindo Tué Na Bangna, mais conhecido como Bruma, nasceu em Bissau (Guiné-Bissau) em 24 de outubro de 1994 e atua como Ponta (atacante que joga mais aberto) e vem representando a seleção de Portugal.
                Chegou ao Sporting Clube de Portugal em 2007 com apenas 13 anos e desde então jogou em todas as categorias do clube, chegando ao Sporting B em 2012 e no começo deste ano a equipe principal do clube. O jogador teve um pequeno problema junto com seus empresários e o Sporting, no começo desta temporada, sendo orientado que seu contrato havia se encerrado. Por fim, o seu contrato terminaria apenas em 2014 e o jogador foi vendido ao Galatasaray da Turquia por 10 milhões de euros.
                No Galatasaray o recém-chegado atacante ainda briga por seu espaço que tem como titulares o marfinense Drogba e o turco Yilmaz. Porém, já tem sido um dos jogadores importantes e a cada jogo vem ganhando a confiança do técnico Roberto Mancini e tem entrado quase todo jogo.
                Jogador rápido e habilidoso vem crescendo no cenário europeu, tanto que está concorrendo com outros jovens talentos ao Golden Boy 2013, prêmio que elege a melhor promessa do ano. De acordo com o site português O Jogo, o jogador é o líder na votação para ganhar o prêmio, seguido por Pogba (Juventus) e Quintero (Porto).

                Pela seleção de Portugal, o jovem de 19 anos vem atuando em todas as categorias e recentemente foi convocado para o jogo que a seleção enfrentará a Suécia. No último Mundial sub-20, Portugal caiu para Gana nas oitavas de finais, porém o atacante foi um grande destaque marcando cinco gols em quatro jogos.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Quem vai para Libertadores?



                Mais um desafio que os matemáticos sempre acabam falhando em um Campeonato equilibrado além da vaga de quem será rebaixado é de quem vai para a Libertadores. O que até tempos atrás ninguém achava que seria possível mudar, hoje já temos uma nova briga para acompanhar até o fim do Brasileirão.
                Dos seis primeiros colocados, o único com vaga garantida na Libertadores é o Cruzeiro, virtual campeão. Ainda restam três vagas e depois desta última rodada o Vitória entrou de vez na briga e Botafogo e Grêmio correm sérios riscos de perder a vaga.

Abaixo temos a tabela dos próximos jogos de cada time:

Atlético PR
Grêmio
Botafogo
Goiás
Vitória
Criciúma (fora)
Vasco (casa)
Portuguesa (casa)
Ponte Preta (casa)
Cruzeiro (casa)
Botafogo (fora)
Flamengo (casa)
Atlético PR (casa)
Inter (casa)
Santos (casa)
Náutico (casa)
Ponte Preta (fora)
São Paulo (fora)
Atlético MG (fora)
Criciúma (fora)
Santos (fora)
Goiás (casa)
Coritiba (fora)
Grêmio (fora)
Flamengo (casa)
Vasco (casa)
Portuguesa (fora)
Criciúma (casa)
Santos (casa)
Atlético MG (fora)

                Existem diversas variáveis: confrontos diretos de times que brigam pela vaga na Libertadores, confrontos com os clubes que estão desesperadamente tentado sair da degola, desempenho dentro e fora de casa e confronto com clubes que estão disputando outras competições paralelamente.

Atlético PR: O mais próximo de garantir a vaga na Libertadores, com 58 pontos está a cinco pontos do Goiás (primeiro fora do g4) e pelo futebol que vem apresentando dificilmente perderá essa vaga. O clube disputa paralelamente a Copa do Brasil, mas isso não tem interferindo tanto nos resultados. Os próximos dois confrontos podem ser bastante perigosos e talvez tirarem essa tranquilidade do Furacão dependendo do resultado de seus adversários. Irá enfrentar o ameaçado Criciúma que lutará com todas as forças contra a degola fora de casa e depois encarará o Botafogo também fora. Como visitante o confronto do Atlético não é tão animador, venceu apenas 5 em 16 partidas, e perdeu todas contra os clubes que brigam com ele pelo G4 fora de casa, portanto, essa partida contra o Botafogo no RJ pode ser bastante perigosa. Contanto que tenha foco no Brasileiro, eu não creio que Náutico, Santos e Vasco sejam grandes adversários, principalmente se não vencer o Flamengo na final da Copa do Brasil.

Grêmio: A vaga do Imortal está em seus próprios pés e talvez esse seja o maior adversário que o clube enfrentará nessas ultimas rodadas do Brasileirão. As próximas três rodadas precisará vencer. Terá um Flamengo, provavelmente misto com foco na Copa do Brasil e uma Ponte Preta praticamente sem esperanças de sair da degola. O Vasco ainda respira e após sair do Z4 ganhou um folego, porém, o time é limitado e com um desempenho sofrível fora de casa. Recebe o Goiás em casa, no jogo que provavelmente selará sua vaga na competição. O problema do Grêmio é o atual momento do time e isso pode atrapalhar o desempenho em campo, como já vem atrapalhando. O time não vence a sete jogos (contando com os jogos da Copa do Brasil) e marcou apenas dois gols nesse período, tornando a si próprio seu maior oponente.

Botafogo: O Botafogo é o ultimo no G4 e tem vivido um momento conturbado. Nos últimos cinco jogos perdeu três vezes e ganhou apenas uma, sendo dois contra Goiás e Vitória, concorrentes direto pela vaga. Outro fator que pode mexer muito com o emocional de time é a sina de sempre decepcionar na hora H, e isso já vem mexendo inclusive com o animo da torcida. Terá três jogos em casa e dois fora, porém um deles será contra o São Paulo que já cogita entrar no Brasileiro com time misto devido o foco passar a ser na Sul-Americana. Os cariocas precisam melhorar o atual futebol, que preocupa e fazer seu dever de casa, contra dois clubes que brigam para não cair.

Goiás: Com foco total no Brasileiro, acho que o Goiás é o que melhor vinha se apresentando entre os concorrentes para conseguir a vaga. Vinha de 6 vitórias seguidas e “tropeçou” apenas contra o Flamengo no Rio de Janeiro e com um homem a menos. O clube ainda espera o retorno do jogador Walter. Os Esmeraldinos terão dois jogos em casa na sequencia e deve conseguir a vitória contra Ponte Preta e Internacional que não estão apresentando um bom futebol. Enfrentará o Atlético fora de casa, mas com o pensamento já no Mundial. O jogo contra o Grêmio fora, será o único desafio de fato para o Goiás, mas por ser confronto direto, um resultado positivo encaminhará sem dúvidas a vaga.

Vitória: O clube baiano também não tem uma tabela complicada. Enfrentará um Cruzeiro em casa, que já comemorou até o título (que ainda não foi conquistado matematicamente) e um Santos que já não tem nenhum objetivo no Campeonato. O jogo mais complicado deve ser o Criciúma fora, que briga desesperadamente para fugir do rebaixamento e conta com o retrospecto ruim do clube baiano fora de casa, tendo 9 derrotas em 17 jogos. Ainda enfrentará o Flamengo que jogará de acordo com o resultado da Copa do Brasil e sem mais nenhum interesse no Brasileiro. O ultimo jogo ainda irá até Belo Horizonte enfrentará o Atlético Mineiro que provavelmente deverá ter time reserva e de garotos.


                Não podemos nos esquecer de que tudo pode mudar de acordo com os vencedores das competições que estão acontecendo paralelamente ao Brasileiro. Em caso de vitória do Atlético Paranaense na Copa do Brasil, o G4 viraria um G5, porém, ainda temos Ponte Preta e São Paulo vivos na Sul-Americana, podendo fazer o G4 se transformar em G3 e o quarto colocado perder a vaga na competição ano que vem.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Mercado da Bola 2014 - Dicas: Volantes

Depois de falar de goleiros, defensores e laterais, chegou à vez do “Mercado da Bola 2014” falar sobre os volantes que podem ser alvos de clubes no Brasil. Os clubes brasileiros de maneira geral possuem volantes razoavelmente bons e talvez seja a posição que mais surgem promessas no nosso futebol. Podemos destacar esse ano, por exemplo, alguns jovem que veem surpreendendo: Rodrigo Caio do São Paulo, Lucas Silva do Cruzeiro, Alison do Santos e Ramiro do Grêmio. Porém, dificilmente encontramos clubes aqui no Brasil com uma boa dupla de volantes, talvez Cruzeiro, Grêmio e Atlético Mineiro.
Sem mais demora confira abaixo algumas dicas para contratações de volantes para 2014:

Jucilei (Anzhi): O volante de 25 anos que aqui no Brasil ganhou destaque jogando pelo Corinthians e chegou até ser convocado para a seleção brasileira é uma ótima opção no mercado para quem precisa de um volante com saída para o jogo. Desde 2011 no clube russo, Jucilei não é habilidoso, trabalhando mais com sua força física, porém ainda sim consegue ter boa presença no ataque e melhorando a saída de bola. Devido a liquidação que o Anzhi começou a fazer nesta ultima janela de transferências, boa parte do time foi vendida e certamente isso facilitará a saída do jogador na próxima, entretanto, o que deve dificultar as negociações é o alto salário do jogador.

Cristian (Fenerbach): O volante de 30 anos com passagens por Corinthians, Flamengo e Atlético Paranaense já está a 4 anos na Turquia e tem tudo para deixar o clube na próxima janela de transferência. O jogador tem perdido o espaço que tinha com a chegada do novo técnico com o número alto de estrangeiros que clube e pode se tornar inclusive negociável por causa disso. O Corinthians deve ter uma prioridade na escolha do jogador, mas isso não significa que outro clube não tenha chances de trazê-lo.

Rômulo (Spartak Moscou): O jovem volante de 23 anos teve destaque no Vasco e era peça importante nas convocações de Mano Menezes para a seleção brasileira. É considerado um volante completo, pois tanto sabe marcar quanto apoiar e cairia bem em qualquer time aqui no Brasil. Apesar de tudo é uma aposta de risco. O jogador está a mais de um ano sem atuar, isso a devido a uma lesão grave e uma cirurgia mal feita tendo que ser refeita. O Spartak poderia ser convencido a liberar o jogador por empréstimo no intuito de que outro clube o recupere fazendo-o jogar mais vezes.

Luís Cáceres (Vitória): O Vitória vem desempenhando um bom papel neste Campeonato Brasileiro e o volante paraguaio de apenas 25 anos está sendo um dos grandes destaques da equipe. Cáceres foi um “achado” da equipe baiana, pois veio de graça após sair do Libertad. Revelado pelo Cerro Porteño, o atleta integrou a seleção paraguaia nas categorias de base e acredito que não vem sendo convocado apenas por não estar em um time que apareça na mídia. Algo que vale ser destacado neste Brasileirão é que Cáceres atuou 27 partidas e não levou nenhum cartão amarelo. Para a posição em que atua isso é um número
impressionante.

Diego Pérez (Bologna): O veterano volante da seleção uruguaia poderia ser uma boa aposta para clubes que precisam de experiência e acima de tudo raça. Aos 33 anos, o jogador fez praticamente toda a carreira na Europa com passagens pelo Mônaco e Bologna, perdendo um pouco de espaço este ano e por isso talvez não recusasse uma proposta de transferência. O futebol brasileiro tem se tornado atrativo para outros jogadores, principalmente sul-americanos, e se o jogador não pedir um alto salário, estaria acessível a muitos clubes.


                Ainda existem alguns nomes que possam ser investidos para a próxima janela e aqui mesmo no Brasil: os volantes Junior Urso e William, ambos do Coritiba poderiam ser opções, o primeiro com mais qualidade no passe e o segundo com uma marcação mais forte. Ainda no estado do Paraná, os volantes Bruno Silva e Deivid do Atlético Paranaense são outras opções. Ainda temos Bruno Henrique da Portuguesa, que é jovem e apesar de jogar em um time com um nível técnico limitado vem demonstrando regularidade, inclusive marcando gols. Fábricio deve deixar o São Paulo e também viraria opção, além de Arouca do Santos, que pode ser um grande negócio apesar da dificuldade. Também de fora do país, pode-se pensar no veterano Fábio Simplício que está no futebol japonês.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Cada macaco no seu galho!

Quinta foi um dia especial para a Ponte Preta, afinal em mais de 100 anos de história a Macaca está disputando a sua primeira competição internacional e já conseguiu chegar as semifinais, desbancando um dos maiores times argentinos na atualidade, o Velez, em pleno Estádio José Amalfitani.
                A Nega Véia, como também é conhecida a Ponte Preta tendo empatado em casa por 0 a 0 tinha a “vantagem” de empatar com gols fora de casa e sabendo disso Jorginho armou o time muito bem defensivamente e buscou as jogadas no contra-ataque. As armas da equipe seriam o meio campista Elias e o rápido atacante Rildo e para felicidade da Ponte Pretana os dois jogadores estavam inspirados e no começo do segundo tempo abriram o placar, tornando um pesadelo para o clube argentino.
                O clube argentino já não é o mesmo de outras temporadas, perdendo nesta janela três jogadores importantes: Ivan Bella (Jaguares), Gino Peruzzi (Catânia) e o grande artilheiro do ano passado, o jovem Facundo Ferreyra (Shaktar Donetsk). Além de não contar com Mauro Zarate, que saiu machucado ainda no começo da primeira partida. A falta de qualidade técnica aliada ao nervosismo e mais o bom desempenho defensivo da Ponte fez as oportunidades do Velez serem desperdiçadas. Ainda houve tempo para Fernando Bob fechar o caixão dos grandes favoritos, já nos acréscimos do segundo tempo.
                Essa história lembra-me muito a competição de 2010. A Ponte Preta desacreditada conseguiu desbancar um Velez em plena Argentina e enfrentará um grande desafio na próxima fase, que é o São Paulo. Em 2010, o Goiás eliminou clubes como Grêmio e Peñarol e enfrentou o Palmeiras nas semifinais em uma situação muito parecida que a Ponte vive hoje, brigando contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

                O Goiás foi subestimado, ainda mais após perder no primeiro confronto contra o Palmeiras em casa, mas conseguiu uma virada histórica e chegou até a final. O clube não foi campeão, mas nada impede da Ponte de acreditar. Mais uma vez a responsabilidade estará com o adversário, então é melhor o São Paulo abrir bem o olho! 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Preconceito no futebol.


              O futebol brasileiro é um reflexo de sua sociedade e assim como no cotidiano, nele também está incluso muito preconceito. Não só no Brasil, mas no mundo todo vemos bastantes casos de preconceito. O que costuma ser mais rotineiro e que choca a maioria das pessoas é o preconceito racial, principalmente com os negros.
                Vemos casos polêmicos no mundo todo e a todo tempo. Aqui no Brasil, o incidente do atacante Grafite (então no São Paulo) e o zagueiro Desábato (na ocasião no Quilmes) em uma partida pela Libertadores de 2005 é bastante marcante, pois o argentino teve sua prisão decretada ainda no gramado do Morumbi. Também temos outros casos do zagueiro Danilo que atuava no Palmeiras com o zagueiro Manoel do Atlético Paranaense, ou ainda mais antigo, o do ex-zagueiro Antônio Carlos atuando pelo Juventude com o volante Jeovânio do Grêmio, no Campeonato Gaúcho de 2006.
                Na Europa é bastante comum vermos esse tipo de atitude partindo das arquibancadas, como por exemplo, os diversos casos que a torcida extremista da Lazio (clube italiano) proporciona, ou então até a polemica recente que está acontecendo na Rússia em relação à Copa do Mundo, que pode sofrer um boicote de jogadores negros caso as atitudes racistas não parem no país.
                Porém, o que mais me impressiona é justamente essa hipocrisia que existe no futebol em relação ao preconceito. Os negros já sofreram no passado uma forte censura em relação a atuar pelos times, muitos torcedores e dirigentes se negavam a aceitar o fato de um de seus jogadores não serem brancos, hoje isso é tratado como total abominação, porém esta acontecendo um problema muito parecido com o que vivemos no começo do século passado.
                O preconceito homossexual no futebol existe e é tratado como leviandade ou até mesmo piada por todos envolvidos, exceto por aqueles que sofrem é claro. Já pararam pra pensar que a situação é bem parecida com o que ocorreu com os negros? Vamos citar o recente caso do atacante Emerson do Corinthians que divulgou uma foto beijando seu amigo. Supondo que ele realmente fosse homossexual, qual o problema de atuar pelo Corinthians ou em qualquer outro clube? Afinal, chegamos ao ponto de torcedores irem à porta do CT Corintiano protestar contra essa atitude do jogador, com faixas dizendo: “Vai beijar a PQP”, “aqui é lugar de homem”, “Viado não”. Já parou pra pensar que antigamente o pensamento era “Aqui é lugar de branco”, “Negro não”? Rolou até um “papo” entre o jogador e membros da maior organizada do clube.
                É engraçado pensar que muitos torcedores abominam os gremistas por serem “racistas” e chamarem seus rivais colorados de macacos, mas acham normal chamarem são paulinos de bambis, cruzeirenses de marias, tricolores cariocas de “viados”, entre outros apelidos que adjetivam o rival de homossexual.
                Outra grande polemica que também envolve o Corinthians, é a nova torcida organizada especialmente para homossexuais: As Gaivotas Fiéis. Esse caso já gerou e vai gerar bastantes discriminações e realmente não acredito que no estádio as coisas vão acabar bem. A primeira medida tomada foi o processo que a Gaviões da Fiel moveu devido ao plágio do símbolo, por mais que realmente tenha ocorrido e sem autorização, é notório que a atitude foi motivada justamente para inibir de maneira preconceituosa as Gaivotas. Ainda se tratando das Gaivotas, existe o lado que a própria torcida age preconceituosamente, afinal, se eles querem tanto serem iguais, a partir do momento que eles se separam criam já essa “diferença”.

                O preconceito é um assunto delicado e deve ser bastante refletido pela sociedade e ser tratado de forma igual para todos os tipos.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Paixão de Torcedor - Gabrielly Steffany

Nasci em 1999, e a paixão pela Ponte, nasceu junto comigo, como uma tatuagem, veio escrita em meu coração. Meu pai, sempre foi Pontepretano desde 1977, tinha jogo da macaca? Ele estava lá, e sempre me levou em jogos, por mais que eu não entendia nada daquilo tudo, me fazia bem ficar no meio da galera, cantando, cada jogo mais eu fui gostando da macaca. Em 2005 acho que foi o primeiro jogo que eu assisti prestando atenção na bola, e não nos cantos, daí pra lá, fui crescendo lendo notícias no jornal, perguntando pro meu pai todo santo dia: Hoje tem jogo? [acho que ele até enjoava, eu achava que tinha jogo todo dia].
Cresci vendo meu pai quebrar muitos rádios com derrotas inacreditáveis, cresci vendo ele chorar, a cada gol, ou a cada vez que cantasse o hino, passando essa paixão inexplicável de pai pra filho, primeiro meus 2 irmãos mais velhos, até chegar a mim. Um jogo que ficou marcado foi a final do Campeonato Paulista contra o Palmeiras, eu assisti aquele jogo, com lágrimas nos olhos, até ali, eu nunca tinha ficado com o coração tão disparado em um jogo, infelizmente perdemos, e fomos apenas vice-campeões, um ano depois, comemorei o título de campeã do Interior paulista, também não me esqueço daquele momento. Fui crescendo com isso, indo sempre ao estádio, aprendendo músicas, o hino, o nome das torcidas organizadas e dos jogadores.
Eu sempre tive um grande sonho, conhecer os jogadores da Ponte Preta, e tive uma experiência que jamais deixarei de recordar na minha vida inteira. Na noite do meu aniversário, dia 19 de Março, resolvi mandar uma mensagem para a rádio bandeirantes, pedindo para que eles me levassem para conhecer os jogadores, eu mandei um texto pra eles por mandar, nunca imaginava que com um texto eu ia conseguir conhecer os atletas que jogam no meu time, mas aí veio a surpresa, no outro dia pela parte da manhã, fui convidada para assistir o treino fechado da Ponte, e no final dele tirar fotos e pegar autógrafos com os jogadores, foi um grande sonho que realizei. Um mês depois, no dia 28 de Abril, a macaca foi para as Quartas de Finais contra o Corinthians pelo Campeonato Paulista, e o jogo? Aqui no Moisés Lucarelli. Por um motivo que eu não gosto de lembrar qual, não pude ir ao jogo, mas meu pai e irmão foram e o resultado final foi 4 a 0, perdemos feio, e como sempre meu time foi prejudicado com roubo da arbitragem, mas jogamos bem, estávamos eliminados, assisti o jogo pela TV [o que sempre me deixa nervosa] e ao ver 45 minutos do segundo tempo, olhei para a torcida da Ponte pela TV, a minha visão foi uma torcida linda, cantando, pulando, com faixas, bandeiras. Me veio na cabeça:- Essa torcida é muito linda... Com um time que nunca foi campeão de alguma coisa considerável importante para a CBF, faz essa festa toda, perdendo de 4 a 0, e ainda eliminada?...Não teve outra, eu comecei a chorar muito, não pela eliminação, e sim pela torcida, eu não conseguia falar, nem quase respirar direito, eu só chorava... minha mãe e irmã que estavam assistindo junto comigo, também se emocionaram, ficamos todos juntos, foi um dia de eliminação, e mesmo assim, ao término do jogo, peguei minha camisa da Ponte e sai na rua, afinal, eu não tenho vergonha desse time, haja o que houver, com a macaca eu estarei.
Já me perguntaram, quem são meus ídolos deste time, e eu respondi: Não tenho ídolos, por mim, os jogadores vão, e o que fica é a torcida, a história da Nega Véia, mesmo não tendo ídolos, tenho que citar o Dicá, o nosso grande Dicá de 77, e o Gigena, o Argentino que nos deu muita alegria num Dérbi com 3 gols dele, e uma vitória fantástica nossa em cima do Guarani no Brinco de Ouro. Dia 25 de Setembro, Foi um dia que ficou marcado, depois de 113 anos de história, a macaca jogou contra um time internacional, o Deportivo Pasto. Não sei como explicar tamanha emoção, meu time nunca jogou uma partida assim, e eu estava prestes a ver com os meus olhos, poder contar que eu estava lá no estádio no primeiro jogo internacional da Ponte. Simplesmente foi incrível, na semana desse confronto, todo local que eu ia, tinha vários com a camisa da Ponte. No dia do jogo, só tinha alvinegros na rua, estacionamento para o carro? Só em sonhos, o centro da cidade estava lotado, não tinha espaço nem para estacionar a bicicleta. Chegando ao estádio, filas enormes para a entrada, e várias pessoas esperando o jogo começar de fora, pois não conseguiram comprar ingresso. Na chegada da delegação, vários sinalizadores [que infelizmente estão proibidos de entrar no estádio] cantos, pulos, incentivos, rojões, etc. Ao adentrar o Majestoso, o que todos podiam ver era um verdadeiro caldeirão, varias bexigas, fumaça em preto e branco, e os bandeirões da Serponte e Torcida Jovem, o jogo? Foi o máximo, a torcida não parou um segundo, a Ponte saiu na vantagem com 1 a 0, e como o centro estava lotado, sai 5 minutos antes do fim para não pegar trânsito, minha casa fica a trinta minutos do estádio, fui subindo a rua a pé, e a metros de distância do estádio, estava torcendo por mais um gol, nossa vantagem tinha que aumentar, fui ouvindo o canto da torcida, e quando cheguei até meu carro, ouvi a linda torcida da Ponte fazendo um barulho extremamente alto, grande, forte, ecoando aquela região inteira, no bar que estava por perto, ouvi gol, e liguei rapidamente a rádio do carro, ouvi o hino, e a narração do gol, abri a janela do carro, coloquei a bandeira para fora, e gritei bem alto junto com a torcida:- POOOONTE POOOONTE POOOONTE... acabei perdendo minha bandeira, pois um Pontepretano passou de moto do lado, e puxou, fiquei feliz, ele beijou a bandeira tanto, dava pra ver o tamanho do orgulho pela Nega Véia, mas valeu a loucura, meu pai veio buzinando os 30 minutos, do estádio até em casa, foi uma verdadeira festa.
Outro grande jogo, foi Ponte Preta x Vasco, o famoso jogo de 6 pontos, a Ponte precisava ganhar, mas com um gol contra, saímos em desvantagem, não deixamos de apoiar, passamos por sol, chuva, frio, mas continuamos cantando e apoiando a Nega Véia até em baixo de uma grande chuva. No segundo tempo parou de chover, acho que o sol veio para iluminar um pouco a Ponte, muitos não acreditavam mais na reação do time, mas aos 34 minutos, o gol do empate, cantamos mais forte, e empurramos a bola que caiu nos pés de Uendel com a força das arquibancadas, para o gol da virada... EMOÇÃO, essa era a palavra e o semblante do rosto de cada um que estava ali, choro, cantos, e por fim, aliviados com o apito final, a Ponte Preta nos surpreendeu, nos ergueu, e nos mostrou que temos que acreditar até o fim.

Tenho que agradecer meu pai Irineu Ribas, por me fazer Pontepretana, e a minha família inteira, que sempre unidos vamos ao campo. Cada dia que passa, cada hora, cada jogo, cada minuto, cada vitória, empate ou derrota, sou cada vez mais Ponte Preta, eu digo e repito, Nasci Pontepretana, Cresci Pontepretana, e morrerei Pontepretana. Para fechar, aqui está uma frase do Maurício Noriega, que descreve muito o sentimento de torcer para a Nega véia... “Explicar a paixão, se fácil fosse, transformaria qualquer texto em poesia. Algumas paixões soam inexplicáveis, a não ser que sejam traduzidas por gestos, imagens e comportamentos. Um desses casos é a Ponte Preta, a Macaca de Campinas.”

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Zagueiros Artilheiros!

                Nos últimos jogos o zagueiro Antônio Carlos do São Paulo vem chamando a atenção por fazer gols e principalmente gols decisivos, como os dois contra o Atlético Nacional da Colômbia, ou o que deu a vitória sobre o Vitória pelo Brasileiro a algumas rodadas atrás. Pensando nisso, o Geral FC teve a curiosidade de fazer um levantamento entre os zagueiros que atuam nos 40 principais clubes do Brasil ( Série A e B) e expor quem são os principais “zagueiros-artilheiros” da temporada.
                Coincidentemente o zagueiro-artilheiro da temporada é o próprio Antônio Carlos. Contando as partidas realizadas tanto por Botafogo, como pelo São Paulo, o zagueiro têm 8 gols em apenas 30 jogos, isso daria uma média de 0,27 gols por partida. Ele marcou o terceiro gol na vitória do Botafogo sobre o Duque de Caxias, ainda pelo Campeonato Carioca, além de um gol contra o CRB pela Copa do Brasil e um gol contra a Ponte Preta pelo Brasileiro. Com o São Paulo os números são ainda melhores, afinal em 12 jogos foram 5 gols, dois contra o Vitória e um contra o Vasco pelo Brasileiro e dois contra o Atlético Nacional da Colômbia.

Confira abaixo a lista completa dos zagueiros-artilheiros:

8 gols:
Antônio Carlos (São Paulo/Botafogo) – 30 jogos.
Lino (ABC/Caxias) – 44 jogos.

7 gols:

Rever (Atlético Mineiro) – 44 jogos.
Rafael Vaz (Vasco/Ceará) – 44 jogos.
Dedé (Cruzeiro/Vasco) – 55 jogos.

6 gols:

Vilson (Palmeiras) – 32 jogos.
Bolivar (Botafogo) – 52 jogos.

5 gols:

Douglas Silva (Figueirense) – 29 jogos.
Tiago Garça (ASA) – 34 jogos.
Luiz Eduardo (São Caetano/ XV de Piracicaba) – 34 jogos.
Edvanio (América RN/Campinense) – 37 jogos.
Diego Giaretta (Atlético GO) – 40 jogos.
Henrique (Palmeiras) – 47 jogos.
Werley (Grêmio) – 47 jogos.
Gabriel Santos (Sport) – 48 jogos.
Luiz Otávio (Icasa) – 49 jogos.
Juan (Internacional) – 49 jogos.

Vitor Hugo (América MG/Ituano) – 51 jogos.

Obs: Foram computados apenas jogadores que possuem 5 gols ou mais na temporada e atuem em times da Série A ou B.